
Na segunda-feira, irá abrir comércio local com porta aberta para a rua, espaços comerciais até 200 m2, cabeleireiros e barbeiros* (só por marcação, e com regras definidas de lotação máxima do espaço), comércio automóvel, serviços de atendimento ao público, excluindo as Lojas do Cidadão, mas atendimento preferencial por marcação, livrarias, os transportes públicos também terão novas regras e limitações, e serão permitidos desportos individuais mas com balneários fechados.
Uso obrigatório de máscara nos transportes e serviços públicos, nas escolas secundárias e também em lojas; teletrabalho sempre que seja possível até ao final de Maio e depois ainda em regime parcial e com equipas desfasadas; lotação de dois terços nos transportes públicos. Estas são algumas das regras para o desconfinamento que começa na segunda-feira.
Eventos/grupos: Estão proibidos eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas, sendo a lotação máxima em espaços fechados de 5 pessoas por 100m2.
Os comerciantes já conhecem as principais regras a cumprir, nomeadamente a disponibilização de álcool-gel, o uso de máscaras, e os limites de ocupação de cinco pessoas (inicialmente eram quatro) por cada 100 m2.
Comércio e restauração: Abrem a porta lojas com área de até 200m2, além de cabeleireiros, barbeiros, manicures, esteticistas e comércio automóvel, independentemente da área. Para todos os casos, é obrigatório o uso obrigatório de máscara e a abertura só a partir das 10 horas. Nos cabeleireiros e similares, o atendimento faz-se por marcação prévia e condições específicas. Restaurantes só reabrem a 18 de maio.
As bibliotecas e os arquivos poderão reabrir já na próxima segunda-feira com lotação reduzida e distanciamento físico. Também as livrarias com porta aberta para a rua, tal como já fora avançado, poderão voltar a receber clientes no dia 4 de Maio, “independentemente da sua área” em metros quadrados. Será obrigatório o uso de máscara nas lojas e, como estão proibidos ajuntamentos com mais de dez pessoas, isso terá implicações nos lançamentos de livros e nas sessões de autógrafos.
Funerais: Passa a ser permitida a presença de todos os familiares. A este propósito, António Costa disse hoje que continua a vigorar “a regra de que compete aos presidentes de Câmara enquanto autoridades locais de Proteção Civil a definição do limite máximo do número de pessoas que podem participar num funeral”, considerando que, em alguns casos, “têm sido excessivas”.
Metro: com a recomendação que se evite “viajar nas horas de ponta”, indicando como horas ideais para o fazer “depois das 10 horas e antes das 17 horas”, sugere–se que nas estações seja utilizada “toda a área disponível dos cais de embarque”, evitando assim “aglomerações e a proximidade a outras pessoas”.
No interior das composições deve ser mantida “uma distância de segurança face aos outros clientes”, aconselhando “a esperar pelo seguinte” se o veículo em que pretenda entrar estiver cheio.
Relativamente aos elevadores das estações, “devem ser utilizados apenas por uma pessoa de cada vez” as escadas rolantes devem ser ocupadas a “toda a largura”, evitando que se “ultrapasse as outras pessoas nas escadas”.
Quanto aos bares, discotecas e ginásios, vão manter-se encerrados durante o mês de maio.
Quanto ao uso de máscara
Na Madeira é obrigatória, mas no resto país, para já, o uso é apenas recomendado. Nos supermercados, o que é exigido são dois metros de distância entre as pessoas. Nos transportes públicos, a lotação está limitada a um terço dos lugares e é exigido às empresas a limpeza regular das superfícies.
Mas se sempre houver aulas presenciais a partir de maio para alunos do 11.º e do 12.º ano — o que significa mais de 100 mil estudantes em todo o país a terem de se deslocar regularmente às escolas —, o uso de máscara vai ser obrigatório. Isso mesmo está escrito de forma explícita no site oficial da covid lançado pelo governo. A sua distribuição terá de ser assegurada pelos estabelecimentos de ensino. Nos transportes públicos o uso também passará a ser obrigatório.
Tipo de máscaras
Se está a pensar comprar, verifique sempre a certificação da máscara. Além das certificações europeias para máscaras médicas (FFP2, FFP3 e cirúrgicas), em Portugal passou a haver para as máscaras sociais uma certificação emitida pelo CITEVE, um centro tecnológico sem fins lucrativos de inovação e desenvolvimento da indústria têxtil, sendo que essa certificação segue as orientações técnicas emitidas a 13 de abril pelo Infarmed.
Pode consultar neste miniguia publicado pelo Expresso os vários tipos de máscara que existem. Há duas opções básicas certificadas pelo CITEVE, ambas feitas de pano: as máscaras de nível 2 e as máscaras de nível 3. As de nível 2, de acordo com o Infarmed, têm de filtrar pelo menos 90% das partículas e podem servir para profissionais que tenham um contacto frequente com o público. As de nível 3, mais fracas, filtram pelo menos 70% e servem para quem trabalhe num escritório ou tenha de sair para tratar de compras ou outros assuntos.
Tudo indica que não vão faltar máscaras em Portugal. Além de haver constantes importações de máscaras médicas, sobretudo da China, de forma a abastecer hospitais e outras unidades de saúde, a produção nacional é cada vez maior. De acordo com o site do CITEVE, existem cinco empresas a fabricar máscaras médicas certificadas. Além disso, há sete empresas que começaram a fazer máscaras sociais de nível 2 e 26 fábricas que iniciaram a produção de máscaras sociais de nível 3.
Quanto a preços, com base numa pesquisa no site kuantokusta.pt, que faz comparação de preços, é possível verificar que a máscara cirúrgica (e de utilização única e de tipo II, o que significa de uso médico) mais barata à venda online em Portugal custa 1,20 euros. Há depois vários produtos à venda que não apresentam certificação. Em relação à oferta de máscaras sociais, só agora começam a surgir produtos certificados à venda online. A primeira marca a ter surgido no mercado foi a Daily Day, do Porto. A empresa pede 20 euros por um conjunto de cinco máscaras de nível 3, que podem ser sujeitas a cinco lavagens. Há também o exemplo do grupo Sonae, que criou uma máscara de nível 2 (com 95% de filtragem de partículas), à venda no site da marca MO por 10 euros a unidade, e que permite 50 lavagens.
A oferta irá naturalmente aumentar, por causa das saídas em família que vão começar a acontecer, mas para já o que existe é muito pouco. A Zippy vende-as online por oito euros, dizendo que são de nível 3 e servem para crianças dos 2 aos 13 anos de idade.
*CABELEIREIROS
As orientações da Associação de Cabeleireiros definem que a capacidade de atendimento deve ser reduzida para metade (recomenda-se que seja deixado um posto vago entre clientes) e sujeita a marcação.
Não são permitidas pessoas em espera, pelo que é aconselhado que as áreas destinadas ao efeito sejam reaproveitadas ou mesmo eliminadas.
Cabe ainda aos profissionais, segundo este documento, sensibilizar os clientes para trazerem máscara de proteção ou viseira. Caso não tragam, cabe ao estabelecimento fornecer a primeira.
Devem ser removidos do espaço todos os objetos passíveis de serem tocados pelos clientes, como é o caso de revistas e jornais, preçários, panfletos, tablets e amostras de produtos.
Pelo contrário, a solução alcoólica desinfetante deve permanecer visível e disponível e o seu uso deve ser promovido.
Por parte dos trabalhadores, o uso de máscara e viseira (preferível em relação aos óculos de proteção) é obrigatório.
Quanto à roupa usada deve ser de manga comprida, vestida apenas dentro do espaço e lavada diariamente. Em alternativa, pode também ser descartável, num material que não tecido e com atilhos nas costas.
O calçado deverá ser para uso exclusivo dentro das instalações.
A limpeza e desinfeção de equipamentos como cadeiras, mesas de manicure e aparelhos de multibanco deve ser intensificada.
Deve ser dada prioridade a material descartável de utilização única, caso contrário este deve ser lavado e desinfetado com produtos viricidas ou com álcool a 70% após cada utilização e, de preferência, esterilizados em seguida, a uma temperatura acima dos 60 graus.
Os espaços deverão ter pelo menos um caixote de lixo de pedal exclusivamente destinado aos equipamentos de proteção individual descartáveis já utilizados. Roupa de trabalho não descartável, toalhas e penteadores devem ser lavados na máquina de lavar com lixívia e acima dos 60 graus.
Equipamentos reutilizáveis serão desinfetados à frente do cliente.
No bengaleiro, os casacos deverão ser arrumados dentro de capas de plástico.
qualquer pessoa que exceda os 37 graus deve ser mandada para casa.
Recomenda-se que cadeiras sejam plastificadas de modo a facilitar a desinfeção.
