
A aviação tenta reconquistar a confiança dos passageiros. Aviões cheios sim, mas as regras mudam:
- Todos de máscara,
- Contactos mínimos com a tripulação,
- Desinfeção a cada 24 horas,
- A TAP informa que o sistema de reciclagem do ar vertical “renova totalmente o ar da cabina com alta frequência, a cada 2/3 minutos, vinte vezes numa hora,
- Os passageiros terão de trazer o seu entretenimento,
- A revista da TAP deixou de estar disponível por risco de contágio (pode ser apenas descarregada numa app),
- A refeição que antes era um ponto alto de alguns voos, sobretudo em classe executiva, é minimalista e com o mínimo de contacto com o pessoal de cabine.
- Continuam a existir nos voos de longo curso almofadas e cobertores, que são lavados e agora desinfetados a cada nova utilização, e chegam selados aos passageiros.
- O sistema de circulação do ar num avião, em princípio, limita o risco de contagio a cinco filas de assentos. São aliás os passageiros nestas filas que tem de ser testados se for detetado algum infetado num voo e não todos os passageiros do aparelho.
- A desinfeção por nebulização: o processo envolve uma máquina, uma espécie de pequeno aspirador, que em vez de aspirar pulveriza, da qual sai um produto desinfetante altamente potente,
- Além da limpeza normal, agora há um especial cuidado aos itens mais manuseados como folhetos de segurança, tabuleiros e encostos dos braços
- Processo não é usado na cabine do piloto onde estão instalados os equipamentos sensíveis de navegação que têm de ser desinfetados à mão e com supervisão técnica presente.
- A nebulização veio prolongar o tempo de limpeza de um avião. No caso dos aviões de longo curso (widebodies) o processo pode demorar mais de duas horas. Não basta pulverizar o desinfetante, é necessário esperar 15 a 20 minutos para que produto se deposite antes de concluir a limpeza.
- Num avião de médio curso, o procedimento pode exigir mais de uma hora, o que não seria compatível com a elevada rotação que estes aparelhos tinham antes da crise, quando o processo de limpeza demorava apenas 15 a 20 minutos. Um ritmo que não poderá ser retomado com estas maiores exigências.
- No aeroporto, é feito um processo de desinfeção com um produto especial a cada 20 dias através de uma máquina que pulveriza bancos, chão, tabuleiros de bagagem, esteiras. (É um trabalho feito à noite porque é preciso esperar 30 minutos antes de essas superfícies poderem ser utilizadas. O que agora é fácil, ma vez que o aeroporto está vazio).
- Bem como um processo de desinfeção com um produto especial a cada 20 dias através de uma máquina que pulveriza bancos, chão, tabuleiros de bagagem, esteiras.
- Os passageiros estão a ser preferencialmente encaminhados através de mangas e quando vão de autocarro estes têm de cumprir o limite dos dois terços de ocupação.
- Quando aterram em Lisboa, os passageiros são sujeitos a um controlo de temperatura através de uma câmara, muito nem dão pelo procedimento.
- Quando são detetadas leituras acima dos 37,8º graus, o passageiro é informado e leva um folheto. A informação fica registada, mas já não há obrigação de avisar as autoridades de saúde. E têm sido muito raros os casos em que tal acontece numa altura em que estão a chegar ao Humberto Delgado menos de mil pessoas por dia.
- Há restrições legais várias, desde a obrigação de quarentena que o Reino Unido quer impor a quem chegar ao país, de 14 dias de auto-isolamento.
- Para França, é preciso ser residente e apresentar morada no país logo no embarque.
- Não se pode ainda voar para Espanha e Itália por restrição legal.
- Para Angola só com autorização especial do Governo, que só a dá quando precisa que o avião traga material médico ou produtos alimentares ao país.
- Mesmo para em voos internos há imposições: para os Açores, os passageiros com origem em zonas com transmissão comunitária ativa do vírus à chegada têm de apresentar o resultado de um teste negativo ao Covid feito 72 horas antes do embarque e a Madeira quer impor a realização de testes à chegada a partir de 1 de julho.
NOTA: O efeito protetor destes procedimentos nem sempre é pacífico. A Organização Mundial de Saúde tem manifestado dúvidas sobre a sua eficácia em alguns espaços, mas as autoridades continuam a fazê-lo nas ruas e as empresas de transportes também, quanto mais não seja porque a aumenta o nível de confiança das pessoas.
