Direito

Aviação: Desinfeção a cada 24 horas, sem revistas e contacto mínimo com tripulação

A aviação tenta reconquistar a confiança dos passageiros. Aviões cheios sim, mas as regras mudam:

  1. Todos de máscara,
  2. Contactos mínimos com a tripulação,
  3. Desinfeção a cada 24 horas,
  4. A TAP informa que o sistema de reciclagem do ar vertical “renova totalmente o ar da cabina com alta frequência, a cada 2/3 minutos, vinte vezes numa hora,
  5. Os passageiros terão de trazer o seu entretenimento,
  6. A revista da TAP deixou de estar disponível por risco de contágio (pode ser apenas descarregada numa app),
  7. A refeição que antes era um ponto alto de alguns voos, sobretudo em classe executiva, é minimalista e com o mínimo de contacto com o pessoal de cabine.
  8. Continuam a existir nos voos de longo curso almofadas e cobertores, que são lavados e agora desinfetados a cada nova utilização, e chegam selados aos passageiros.
  9. O sistema de circulação do ar num avião, em princípio, limita o risco de contagio a cinco filas de assentos. São aliás os passageiros nestas filas que tem de ser testados se for detetado algum infetado num voo e não todos os passageiros do aparelho.
  10. A desinfeção por nebulização: o processo envolve uma máquina, uma espécie de pequeno aspirador, que em vez de aspirar pulveriza, da qual sai um produto desinfetante altamente potente,
  11. Além da limpeza normal, agora há um especial cuidado aos itens mais manuseados como folhetos de segurança, tabuleiros e encostos dos braços
  12. Processo não é usado na cabine do piloto onde estão instalados os equipamentos sensíveis de navegação que têm de ser desinfetados à mão e com supervisão técnica presente.
  13. A nebulização veio prolongar o tempo de limpeza de um avião. No caso dos aviões de longo curso (widebodies) o processo pode demorar mais de duas horas. Não basta pulverizar o desinfetante, é necessário esperar 15 a 20 minutos para que produto se deposite antes de concluir a limpeza.
  14. Num avião de médio curso, o procedimento pode exigir mais de uma hora, o que não seria compatível com a elevada rotação que estes aparelhos tinham antes da crise, quando o processo de limpeza demorava apenas 15 a 20 minutos. Um ritmo que não poderá ser retomado com estas maiores exigências.
  15. No aeroporto, é feito um processo de desinfeção com um produto especial a cada 20 dias através de uma máquina que pulveriza bancos, chão, tabuleiros de bagagem, esteiras. (É um trabalho feito à noite porque é preciso esperar 30 minutos antes de essas superfícies poderem ser utilizadas. O que agora é fácil, ma vez que o aeroporto está vazio).
  16. Bem como um processo de desinfeção com um produto especial a cada 20 dias através de uma máquina que pulveriza bancos, chão, tabuleiros de bagagem, esteiras.
  17. Os passageiros estão a ser preferencialmente encaminhados através de mangas e quando vão de autocarro estes têm de cumprir o limite dos dois terços de ocupação.
  18. Quando aterram em Lisboa, os passageiros são sujeitos a um controlo de temperatura através de uma câmara, muito nem dão pelo procedimento.
  19. Quando são detetadas leituras acima dos 37,8º graus, o passageiro é informado e leva um folheto. A informação fica registada, mas já não há obrigação de avisar as autoridades de saúde. E têm sido muito raros os casos em que tal acontece numa altura em que estão a chegar ao Humberto Delgado menos de mil pessoas por dia.
  20. Há restrições legais várias, desde a obrigação de quarentena que o Reino Unido quer impor a quem chegar ao país, de 14 dias de auto-isolamento.
  21. Para França, é preciso ser residente e apresentar morada no país logo no embarque.
  22. Não se pode ainda voar para Espanha e Itália por restrição legal.
  23. Para Angola só com autorização especial do Governo, que só a dá quando precisa que o avião traga material médico ou produtos alimentares ao país.
  24. Mesmo para em voos internos há imposições: para os Açores, os passageiros com origem em zonas com transmissão comunitária ativa do vírus à chegada têm de apresentar o resultado de um teste negativo ao Covid feito 72 horas antes do embarque e a Madeira quer impor a realização de testes à chegada a partir de 1 de julho.

NOTA: O efeito protetor destes procedimentos nem sempre é pacífico. A Organização Mundial de Saúde tem manifestado dúvidas sobre a sua eficácia em alguns espaços, mas as autoridades continuam a fazê-lo nas ruas e as empresas de transportes também, quanto mais não seja porque a aumenta o nível de confiança das pessoas.

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