
Apesar de a maioria das máscaras sociais ser reutilizável, a utilização deve obedecer às mesmas regras das máscaras cirúrgicas e respiratórias: não devem ser usadas de forma contínua por mais de 4 horas ou a partir do momento em que fiquem húmidas. Se, por exemplo, se deslocar para o trabalho de transportes públicos, terá de usar duas máscaras: uma para a ida e outra para a volta.
Informação sobre composição e utilização é obrigatória
Antes de comprar uma máscara social, confirme se foi testada por um laboratório com competência técnica reconhecida, como, por exemplo, o CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias do Têxtil e do Vestuário), que atribui um selo como o apresentado em baixo, e se está acompanhada de um folheto informativo.

Este tipo de máscaras está dividido em dois níveis (2 e 3). As de nível 2 apresentam um mínimo de filtração de 90% e são indicadas para contactos frequentes com o público; as de nível 3 têm um desempenho mínimo de filtração de 70% e podem ser usadas para contactos menos frequentes. Ambos os níveis podem ser de uso único ou reutilizáveis.
No caso das reutilizáveis, depois de usadas, devem ser guardadas num saco estanque e só podem voltar a ser usadas após serem lavadas.
A informação sobre a reutilização (lavagem, secagem, conservação e manutenção) e o número de utilizações durante o qual a eficácia é garantida devem constar do folheto informativo. Como são feitas com diferentes materiais, nem todas as máscaras são higienizadas da mesma maneira.
Por exemplo, uma máscara com a sua qualidade comprovada para 5 lavagens, apenas garante a capacidade de filtração de 70% até esse número máximo de lavagens. Depois disso, é aconselhável que deixe de usar essa máscara e a substitua por outras.
Na lavagem, é fundamental que utilize detergente ou sabão, a uma temperatura de, pelo menos, 30º C, sendo que a maioria aconselha os 60º C. Confira sempre as indicações da máscara.
Se em vez destes produtos têxteis, optar por máscaras cirúrgicas, normalmente à venda nas farmácias, estas têm de ter a marcação CE. Se as venderem à unidade, peça para ver a caixa. As máscaras cirúrgicas não são reutilizáveis e devem ser deitadas ao lixo depois de usadas.
Máscaras caseiras e filtros não recomendados
Somente as máscaras testadas por laboratórios com competência técnica reconhecida devem ser utilizadas. Além da eficácia não comprovada, as máscaras caseiras apresentam, muitas vezes, problemas ao nível do design, não se adaptando ao rosto dos utilizadores, e da respirabilidade.
Algumas destas máscaras estão preparadas para a utilização de filtros que não dão garantias de proteção. Além disso, a troca dos filtros pode aumentar o risco de contágio, não só pelo contacto com a máscara, cuja superfície pode estar contaminada, mas também porque pode levar a que a máscara seja utilizada por um período mais longo do que o aconselhável.
Uso correto da máscara
O uso de máscara é aconselhado, sobretudo, para prevenir que pessoas infetadas, nalguns casos assintomáticas, sejam veículos de transmissão da covid-19.
Para que a sua função seja cumprida, é fundamental que manuseie e utilize a máscara corretamente. Esta deve cobrir por completo o nariz e o queixo. Antes e depois de a pôr, deve lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-las com um gel à base de álcool.
Enquanto a máscara estiver no rosto, puxá-la para o queixo, para falar ao telemóvel, ou simplesmente tocá-la, é altamente desaconselhado.

Quando remover a máscara, faça-o por detrás, evitando tocar na parte da frente. O risco de transmissão é maior se a máscara for retirada de modo inapropriado ou se uma pessoa saudável tocar na cara durante a utilização.
Além do uso da máscara, há medidas cruciais para o combate à propagação da covid-19, como o distanciamento social e o hábito de lavar ou de desinfetar frequentemente as mãos, que não devem ser esquecidas.
