Direito

O novo normal da covid-19

O Instituto Politécnico da Guarda decidiu suspender os exames presenciais devido à confirmação de infeção em pelo menos oito estudantes – no total há 12 jovens infetados, que se terão contagiado numa festa de aniversário. O Centro Escolar de Paços de Ferreira e uma fábrica na mesma cidade foram encerrados para “interromper as cadeias de transmissão”. O número de óbitos relacionados com o surto em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, subiu para 12. Há 38 casos positivos nas Caldas da Rainha, num lar e num infantário, sendo cinco deles relativos a crianças. Cerca de 70 brasileiros que residem na aldeia de Santo Estevão, em Benavente, estão confinados, após cinco casos positivos.

A enumeração destes casos não é para alarmar , mas apenas sublinhar aquele que cada vez mais parece ser o novo normal da covid-19: surtos que vão surgindo aqui e ali, com origens muitas vezes difíceis de detetar. Podemos falar em fadiga do desconfinamento, mas é difícil encontrar razões que justifiquem comportamentos generalizados de desprezo pelas recomendações mais essenciais.

E não é só em Portugal que há novos surtos e medidas de reconfinamento.

Na Inglaterra, em Leicester, procuram-se as causas de uma segunda vaga; na Catalunha, a região de Segrià (com mais de 200 mil pessoas) pode ficar confinada mais de duas semanas; na Galiza, e em vésperas de eleições regionais, uma região da província de Lugo, com cerca de 70 mil pessoas, está isolada; em Melbourne, na Austrália, há milhares de pessoas em confinamento; Marrocos registou ontem um novo recorde diário de infeções; a Grécia fechou as fronteiras aos cidadãos sérvios, após um aumento de casos no país dos Balcãs.

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