
Se bem aplicado e a pandemia for erradicada em 2021, só há motivos para estarmos otimistas para o pós-2021. Se não tivermos juízo (e tivermos TAPS, Montepios, Efacecs, etc) será mais uma oportunidade perdida.
Os números são impressionantes: 1,8 biliões de euros para atacar os efeitos da covid-19, dos quais 750 mil milhões são para financiar a reconstrução económica e social e, destes, 390 mil milhões são a fundo perdido. Só Portugal terá acesso a 45 mil milhões a fundo perdido.
Algarve receberá programa específico de 300 milhões de euros, financiados pelos fundos da coesão. Portugal obtém, entre fundo de recuperação e QFP mais de 45 mil milhões a fundo perdido da UE. Mas ainda pode recorrer a 10,8 mil milhões de empréstimos.
Serão quase 6000 milhões de euros ao ano que ficarão à disposição do país, algo que constitui um desafio para quem, em anos anteriores, tem revelado dificuldades em executar a tempo e com qualidade fundos europeus que, em média, são bastante mais reduzidos.
Agora, dependerá de todas as áreas da sociedade a enorme responsabilidade de fazer com que esta oportunidade não se transforme em mais um desencontro com a história.
Vigilância sobre quem vai receber o dinheiro e canalizá-lo, o Estado. As condições depauperadas do sector público, o esvaziamento das CCDR, por onde passava muita da gestão de verbas comunitárias, não deixam boas perspetivas.

NOTA: devemos ficar contentes com os nossos 45billion, mas não deixa de suscitar alguma estranheza Espanha ter conseguido negociar… 140BILLION.
