
(Não é artigo jurídico, muito menos cientifico, apenas essencial para todos nós).
Sim. A Pfizer espera ter os ensaios terminados ainda este mês e se a avaliação interna for positiva, então, o pedido de autorização segue ainda este ano. E como várias destas empresas já estão, em paralelo, a produzir milhões de doses, se tudo correr bem, a vacina pode tornar-se realidade ainda em 2020. Porém, primeiro é preciso provar que tem eficácia (tem de proteger um mínimo de 50% das pessoas), que não tem efeitos adversos significativos e pode ser produzida em massa.
O procedimento consiste em injetar uma sequência genética do vírus sintetizada em laboratório em larga escala. Através desta fórmula, o organismo é levado a produzir ele próprio proteínas do vírus, que vão estimular o sistema imunitário a reconhecer o SARS-CoV-2, educando-o para criar memória e reagir numa exposição futura. O ensaio prossegue e terminará quando surgirem 164 novos doentes vacinados e forem analisados os resultados, o que poderá acontecer até ao final deste mês.
Pelas suas características, a vacina da Pfizer pode requerer a conservação a -70ºC, o que faz da operação de distribuição e guarda um pesadelo logístico que pode não estar ao alcance de vários países. Basta penar que em Portugal, por exemplo, a generalidade dos hospitais tem conservação a -70ºC só nas áreas laboratoriais.
Depois há a questão do próprio transporte. O envio seguro de vacinas contra a covid-19 será a missão do século para a indústria global de carga aérea.
O processo de aquisição está centralizado na Comissão Europeia. Neste momento, há acordos com a AstraZeneca para a vacina de Oxford, 300 milhões de doses e um reforço de mais 100 milhões, com a Sanofi-GSK, também para 300 milhões de vacinas, e com a Johnson, para 200 milhões, com opção de mais 200 milhões. Na fase final das negociações estão a norte-americana Moderna e a alemã CureVac. O acordo com a Pfizer está a ser delineado, ao que tudo indica, para 300 milhões de unidades.
O preço das vacinas tem tudo para ser elevado. Fala-se em preços unitários de três a quatro dólares para a AstraZeneca, 10 dólares para a Jonhson e para a Sanofi-GSK, 50-60 para a Moderna.
