
O plano de vacinação apresentado na quinta-feira contempla assim cerca de 22 milhões de vacinas, dadas em duas doses com um intervalo de 21 a 28 dias, conforme a indicação dos fabricantes, num valor próximo dos 200 milhões de euros. A primeira vacina a chegar é a da Pfizer — numa primeira fase com 300 mil doses e até um total de 4,5 milhões distribuídas trimestralmente — depois da AstraZeneca (6,9 milhões de vacinas) e da Johnson (4,5 milhões). Os laboratórios Moderna (1,8 milhões), Sanofi (ainda sem indicação de doses) e CureVac (até 5 milhões) estão a ultimar as etapas de dispensa.
Os 1200 centros de saúde no país ficarão encarregues da tarefa, convocando os utentes para a inoculação. Farmácias ficam fora, para já.
PLANO DE VACINAÇÃO
Primeira fase
Começa em janeiro- 950 mil pessoas vacinadas
► Pessoas com 50 ou mais anos e com doenças cardíacas, coronárias, respiratórias ou com insuficiência renal
► Pessoas em lares e internadas em serviços de cuidados continuados e respetivo pessoal
► Profissionais de saúde envolvidos em cuidados de saúde e de segurança
Segunda fase
2,7 milhões de pessoas vacinadas
► Pessoas com 65 e mais anos sem patologias
► Pessoas dos 50 aos 64 anos com patologias definidas
Terceira fase
Resto da população
Excluídos da inoculação ficam somente as crianças e as grávidas. Os ensaios clínicos não testaram esses dois grupos, os casos de evolução grave da infeção são raros e, por isso, a decisão dos peritos portugueses segue o exemplo internacional de cautela, defendendo que o benefício não compensa o risco.
OS EFEITOS SECUNDÁRIOS DE CADA VACINA
Pfizer e BioNTech
► Fadiga (3,8% dos casos)
► Dor de cabeça (2%)
Moderna
► Fadiga (9,7%)
► Dores musculares (8,9%)
► Dores nas articulações (5,2%)
► Dores de cabeça (4,5%)
► Dores não especificadas (4,1%)
► Dor na zona da injeção (2,7%)
► Rubor na zona da injeção (2%)
AstraZeneca/Universidade de Oxford
Os dados definitivos não são ainda conhecidos, mas os efeitos secundários mais frequentes registados numa fase anterior dos ensaios clínicos são, segundo a revista “The Lancet”:
► Fadiga
► Dores de cabeça
► Febrícula (aumento de temperatura até 37,8ºC)
► Dores musculares
FONTE: “El País”
