
Se o OE não for aprovado, viveremos de janeiro até abril (eleições serão em fevereiro, março…) em regime de duodécimos e com a execução do OE anterior. Quanto ao Plano de Resiliência, a chamada “bazuca”, não parece haver qualquer problema. O que está em causa não são os fundos provenientes da UE, mas apenas a comparticipação nacional. Os projetos de investimento normalmente são plurianuais e podem ir avançando num mecanismo antecipação de fundos e reembolso posterior. No limite, podemos ter problemas de tesouraria, mas nunca problemas de cabimentação da despesa. Tendo em conta aquilo de que o país precisa, e que é parar para respirar, nunca é mau lembrar, pode até não ser uma má ideia. A situação obrigar a concentrar ainda mais energia e escolhas no investimento e não na despesa.
