
Apesar dos vários alertas para o risco da economia europeia entrar em recessão (ou até estagflação), o Banco Central Europeu (BCE) decidiu voltar a subir as taxas de juro diretoras em 25 pontos. Assim, a principal taxa de refinanciamento – que tem efeitos sobre os créditos habitação – galopou para os 4,50%, o nível mais elevado desde maio de 2001. E a taxa dos depósitos fixou-se em 4,00%, o nível mais elevado de sempre.
O Governo está a ser trabalhado com as instituições financeiras e o Banco de Portugal para eventuais apoios. Parece haver duas hipóteses em cima da mesa:
- estabilizar durante um período de dois anos o valor das prestações da casa,
- ou desenhar um apoio que evite subidas abruptas face à evolução das taxas Euribor.
É possível também um diploma alargará o apoio à bonificação dos juros para as famílias numa situação de maior pressão do seu endividamento.
