
Não se trata, como tem ocorrido frequentemente noutros casos, de uma mera campanha criminosa para obtenção dos dados de cartões bancários, mas antes de uma iniciativa muito mais sofisticada e agressiva, que vem sendo identificado desde o verão, para acesso directo à sua conta bancaria.
Damos-lhe, por isso, informações importantes:
- O método criminoso passa pela expedição de mensagens eletrónicas fraudulentas – sobretudo por WhatsApp.
- O teor das mensagens fraudulentas tem evoluído porém, todas elas aludem à Chave Móvel Digital.
- As mensagens informam que, por via da Aplicação Móvel (Autenticacao.gov), a Chave Móvel Digital do destinatário da mensagem (vítima) foi ativada num outro aparelho telefónico e advertem que “se não fez esta ativação, vá de imediato a…” – indicando de seguida um link a que o destinatário deve aceder.
- Os links incluídos naquelas mensagens fraudulentas, supostamente encaminham para a página oficial da AMA e de autenticação da Chave Móvel Digital, porém, ao aceder aos mesmos, na verdade, a vítima acede a páginas fraudulentas, que imitam a página oficial da AMA.
- Nestas páginas, é-lhe solicitado que insira o seu número de telefone. De seguida, é-lhe dada a possibilidade de escolher o seu banco e pede-se-lhe que introduza as credenciais de acesso à sua conta bancária online. Os dados que a vítima insere são capturados pelos agentes criminosos…
- Após a vítima ter introduzido os seus dados bancários no site fraudulento, é informada de que deverá aguardar um contacto telefónico da “nossa equipa de cibersegurança” brevemente, “nas próximas 24 horas”. Já deu acesso à sua conta bancária que está a ser consultada…
- Depois, com todos os dados da sua conta bancária, informaram a vítima de que foi efetuado um movimento bancário suspeito na sua conta.
- Perguntaram-lhe se se trata de um movimento por ela efetuado.
- Esta abordagem causa perplexidade na vítima, que não fez movimento nenhum e fica assustada por poder vir a perder aquela quantia.
- A vitima natural refuta tal movimento e pergunta ao seu interlocutor como pode cancelar.
- Em resposta, o agente criminoso diz que não pode fazê-lo por mera conversa telefónica, por razões de segurança, mas pode desencadear um processo nesse sentido…
- Indica-lhe então que irá receber uma mensagem de SMS com um código, o qual deverá indicar-lhe, para autenticar o cancelamento da dita transação fraudulenta. No entretanto, o agente criminoso procede a uma verdadeira transferência bancária, a partir da conta da vítima, para uma conta por si controlada. Para autenticar a mesma, o sistema bancário online emite uma mensagem SMS para o telefone da vítima, a qual, induzida em erro por esta encenação, o fornece ao agente criminoso, que assim autentica a transação.
- Porém, como sabem que a transferência de quantias monetárias a partir da generalidade das instituições bancárias exige um segundo fator de autenticação (designadamente um código emitido por SMS para o telefone do respetivo titular), abordam telefonicamente a vítima, como se referiu, procurando induzi-la em erro, com o objetivo de obter esse código.
CONCLUSÃO:
- Mensagens de SMS ou WhatsApp como as que descreveram devem ser ignoradas e apagadas, sem resposta.
- Telefonemas que supostamente têm origem em bancos, devem ser cuidadosamente avaliados. A respetiva autenticidade deve ser confirmada com o gestor de cliente, ou outro funcionário ou representante bancário.
- Caso a vítima, sem se aperceber, acabe por facultar aos agentes criminosos os dados de acesso à sua conta bancária, importará, como primeira diligência a empreender, alterar as respetivas credenciais de acesso e contactar o banco em causa COM A MÁXIMA URGENCIA.
