
As rendas efetivamente pagas pelos inquilinos subiram 5,1% em janeiro de 2026 (face a 4,9% em dezembro), sugerindo estabilização da subida em torno dos 5% após meses de desaceleração.
Importa, porém, separar duas realidades.
Por um lado, estas estatísticas do INE medem rendas efetivamente pagas em contratos já existentes, e não apenas rendas de novos contratos. Por outro, a atualização legal das rendas em 2026 permite aos senhorios aplicar um coeficiente de 2,24% em contratos com mais de um ano, podendo ainda acumular correções dos três anos anteriores. Na prática, isto significa que, nalguns casos, a renda pode subir até cerca de 11% quando a atualização é feita com “atraso” acumulado — um mecanismo que, inevitavelmente, pode influenciar a evolução das rendas pagas à medida que vai sendo aplicado.
NOTAL LEGAL: Aviso n.º 23174/2025/2 (INE), Diário da República, 2.ª série, de 19 de setembro de 2025: fixa o coeficiente em 1,0224 (isto é, +2,24%) para vigorar no ano civil de 2026.
