
No exato momento em que a Rússia denuncia o tratado de cooperação militar com Portugal, o PCP faz o que sabe: silêncio.
O partido que vê “ingerências externas” em tudo o que não controla encolhe-se quando Moscovo rompe formalmente um acordo de cooperação com o Estado português. Aqui já não há perguntas, nem exigência de explicações, nem urgência em clarificar.
Isto não é neutralidade. Não é prudência. É alinhamento político. E quando se pede opacidade precisamente quando os factos exigem luz, deixa de ser incoerência: é escolha. E hipocrisia.
