
Para quem acha que o caso é só de futebol, talvez tenha interesse explicar que Rui Pinto é acusado de tirar do sistema documentos do próprio processo em que estava a ser investigado e de casos em segredo de justiça como a Operação Marquês, as investigações ao Benfica, o caso BES, o processo de Tancos e vulgares denúncias de abuso sexual de menores. No total, Rui Pinto terá acedido, durante 2 anos, 307 vezes ao sistema informático do MP sem ser detetado.
A partir de um apartamento em Budapeste, Rui Pinto sacou dados de todos os procuradores do MP, emails, processos e contactos, ao todo 1611, segundo os últimos dados oficiais do Conselho Superior do Ministério Público.
É por isso que a acusação lhe imputa 147 crimes (um de extorsão na forma tentada, 75 de acesso ilegítimo, um de sabotagem informática e 70 de violação de correspondência) e o acusa de ter usado a palavra-chave e o username de “um funcionário ou magistrado” do Ministério Público (MP), que a investigação não conseguiu identificar, para entrar no sistema interno do MP.
