Direito

OCDE fecha acordo com 136 países para definir um imposto global mínimo de 15% para as multinacionais

Passou quase despercebido o pioneiro acordo conseguido esta semana, em Paris, por 136 países da OCDE para fixar em 15% a taxa mínima que as empresas devem pagar de IRC, mais uma cláusula que obriga as multinacionais a pagar parte dos impostos no país em que recolhem os lucros.

A Irlanda foi um dos últimos países a aderir. Com um IRC que nem chegava aos 12%, Dublin sempre se recusou a aceitar um mínimo de harmonização fiscal no seio da União Europeia. A pressão internacional acabou por levá-la a rever a sua posição. Estónia e Hungria também aceitaram , na última hora, pelo que dos 140 países só Paquistão, Sri Lanka, Quênia e Nigéria não o assinaram.

Há mais de dez anos que a OCDE tentava alcançar este objectivo.

O factor decisivo foi a adesão dos Estados Unidos a esta medida (ainda que com uma ressalva de dois anos para as tecnológicas, o que se justifica com a preocupação de manter a liderança na revolução científica e tecnológica mundial, em relação à China).

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